Poesia Acústica

Poesia Acústica: todas as edições, participações e recordes do projeto

Confira todas as 17 edições do Poesia Acústica com datas e participações, a mais vista, quem mais participou e os números no Spotify.

Se você ouve rap nacional, é impossível nunca ter esbarrado no Poesia Acústica. Desde 2017, o projeto da Pineapple StormTV se transformou no maior fenômeno de colaboração do rap brasileiro: são 17 edições, mais de 4 bilhões de visualizações no YouTube e cerca de 1,4 bilhão de reproduções no Spotify, reunindo num mesmo instrumental gerações inteiras da cena, dos veteranos dos anos 1990 aos nomes que estouraram ontem no trap e no funk.

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Mais do que uma série de vídeos, o Poesia virou um termômetro do rap nacional. Entrar em uma edição passou a significar reconhecimento; a lista de participações de cada faixa é lida como um retrato de quem está em alta no momento. Não é exagero dizer que boa parte da nova geração do rap e do trap brasileiro passou, de alguma forma, pela Casa Pineapple.

Neste guia, você encontra a lista completa de todas as edições com as datas exatas de lançamento e todas as participações, descobre qual é a mais vista, quem mais apareceu no projeto, os números no Spotify, as polêmicas que cercaram a série e as respostas para as perguntas que todo mundo faz. É a página definitiva sobre o assunto, atualizada a cada novo lançamento.

O que é o Poesia Acústica

O Poesia Acústica nasceu da união entre a Pineapple Supply, marca de roupa criada em 2015 por Paulo Alvarez e ligada à cultura Hip Hop, e a BrainStorm Estúdios e Produções, que deu origem ao canal Pineapple StormTV no YouTube. Desde o início, a ideia do canal era produzir audiovisual de rap nacional em diferentes séries, como “Perfil”, “Poetas no Topo” e o próprio Poesia Acústica, que rapidamente virou o carro-chefe da casa.

A fórmula é simples de descrever e difícil de executar: juntar vários MCs em torno de um mesmo beat, quase sempre com pegada acústica e melódica, e dar a cada um espaço para um verso autoral. O desafio é de curadoria. Reunir artistas de estilos, gerações e públicos diferentes numa faixa só, sem que o resultado pareça uma colcha de retalhos, exige um trabalho de produção que a Pineapple foi refinando edição após edição.

Deu certo em uma escala que ninguém previa. Hoje o canal da Pineapple passa de 10 milhões de inscritos e acumula mais de 4 bilhões de visualizações, o que faz dele um dos maiores endereços de rap do Brasil. Cada lançamento do Poesia vira acontecimento: rende manchete, entra nos assuntos do momento e movimenta os números de streaming de todos os artistas envolvidos.

O sucesso ainda abriu espaço para desdobramentos dentro do mesmo universo. Além do “Perfil”, que apresenta novos nomes, e do “Poetas no Topo”, voltado às batalhas e ao freestyle, a casa lançou recentemente o Poesia de Boteco, levando a mesma lógica de encontros para um clima mais informal e pé no chão.

Todas as edições do Poesia Acústica (lista completa)

Confira, em ordem cronológica, todas as edições do Poesia Acústica, com a data exata de lançamento e as participações de cada uma:

EdiçãoNomeLançamentoParticipações
#1Descompasso do Compasso27/05/2017Choice, Juyè, Jean Tassy
#2Sobre Nós12/08/2017Delacruz, Maria, Ducon, Luiz Lins, Diomedes Chinaski, BK’, Kayuá
#3Capricorniana04/11/2017Sant, Tiago Mac, Lord, Maria, Choice
#4Todo Mundo Odeia Acústico26/02/2018Bob do Contra, MV Bill, Froid, Djonga, Azzy, Delacruz
#5Teu Popô (Remix)28/07/2018Hodari, Ducon, Chris MC, Kayuá, Don L, Luccas Carlos, Maria
#6Era Uma Vez24/12/2018MC Cabelinho, Orochi, Bob do Contra, Maquiny, Azzy, Filipe Ret, Dudu, Xamã
#7Céu Azul05/07/2019MC Hariel, Negra Li, Ducon, Kevin O Chris, Chris MC, Matuê, DK 47, Vitão
#8Amor e Samba14/12/2019Cesar MC, Elana, Kayuá, Projota, Cynthia Luz, Froid, MV Bill, Bob do Contra
#9Melhor Forma20/07/2020L7NNON, Xamã, Chris MC, Cesar MC, Lourena, Djonga, Filipe Ret
#10Recomeçar27/11/2020Ludmilla, MC Cabelinho, Orochi, Jaya Luuck, PK, Black, Delacruz, BK’
#11Nada Mudou22/06/2021L7NNON, Chris MC, Ryan SP, Lourena, Xamã, Azzy, MC Poze, Cynthia Luz
#12Pra Sempre24/02/2022Filipe Ret, Caio Luccas, Bin, Budah, Borges, Marina Sena, Teto, Luiz Lins
#1320/09/2022MC Cabelinho, Tz da Coronel, Oruam, L7NNON, Chefin, N.I.N.A, Chris MC, Xamã, Luísa Sonza
#1420/07/2023Cesar MC, Ryan SP, Lourena, Major RD, Derxan, WIU, Djonga, KayBlack, Gloria Groove
#1524/12/2023MC Poze, Luiz Lins, MC Hariel, Azzy, JayA Luuck, Oruam, Slipmami, MC Cabelinho, Chefin
#1608/08/2024Xamã, Filipe Ret, L7NNON, Orochi, Lourena, TZ da Coronel, MC Ryan SP, MC PH, Ana Castela
#1718/07/2025Luccas Carlos, Lukinhas, Alee, Duquesa, Sant, MC Cabelinho, Tz da Coronel

As primeiras edições: o começo em 2017

O primeiro Poesia Acústica chegou em 27 de maio de 2017, com Choice, Juyè e Jean Tassy, batizado de “Descompasso do Compasso”. Era um teste de formato, gravado ainda de forma modesta, mas plantou a semente do que viria: vozes diferentes revezando versos sobre uma base acústica. Mesmo sem estardalhaço no lançamento, a faixa envelheceu bem e já passa dos 42 milhões de visualizações.

O verdadeiro estalo veio na segunda edição. Em agosto do mesmo ano, o “Sobre Nós” (Poesia Acústica #2) reuniu nomes de peso como Delacruz, Luiz Lins, Kayuá e BK’, e explodiu, acumulando centenas de milhões de visualizações. Foi ali que a Pineapple entendeu a força do formato: não bastava juntar gente boa, era preciso construir uma sequência de versos que conversassem entre si e criassem um clima.

A partir daí, o projeto emendou lançamentos. A Poesia Acústica #3 “Capricorniana” trouxe Sant e Choice; a Poesia Acústica #4 “Todo Mundo Odeia Acústico”, já em 2018, respondeu com ironia às críticas de quem torcia o nariz para o formato, escalando Djonga, MV Bill, Froid e Azzy. A Poesia Acústica #5 “Teu Popô (Remix)” fechou o primeiro ciclo com Don L, Luccas Carlos e Chris MC, um nome que se tornaria figura carimbada do projeto.

A era dos hits e a fusão com o funk

A grande virada de chave foi a Poesia Acústica #6 “Era Uma Vez”, lançada no fim de 2018. Foi a edição que ousou colocar rap e funk lado a lado na mesma faixa, e o resultado mudou o patamar do projeto. Com MC Cabelinho, Orochi, Filipe Ret e Xamã, ela se tornou a mais vista de toda a história do Poesia e provou que o encontro entre os dois gêneros era uma mina de ouro.

A Poesia Acústica #7 “Céu Azul” repetiu a receita rap com funk e ainda apresentou Matuê ao grande público do projeto, num momento em que o trapper cearense ainda estava construindo o nome que hoje lidera a cena. Foi o tipo de aposta que mostra a sacada da curadoria: colocar quem está subindo ao lado de quem já é grande.

Nos anos seguintes, o Poesia passou a alternar entre o retorno às origens mais líricas e as colaborações abertamente pop. A Poesia Acústica #9 “Melhor Forma” (2020) trouxe L7NNON e Djonga num dos textos mais citados da série; a Poesia Acústica #10 “Recomeçar” chamou Ludmilla para o time; e a Poesia Acústica #11 “Nada Mudou”, de 2021, marcou a chegada de MC Poze do Rodo ao projeto, batendo 1 milhão de visualizações já nas primeiras horas de lançamento.

“Isso é rap?”: as polêmicas do projeto

Nem tudo foram flores. Desde as primeiras edições, uma parte do público mais purista torceu o nariz para o Poesia Acústica, questionando se aquilo era “rap de verdade” ou uma versão suavizada e comercial do gênero. A própria Pineapple respondeu com bom humor, batizando a quarta edição de “Todo Mundo Odeia Acústico”, assumindo a crítica de peito aberto em vez de fugir dela.

Outra discussão recorrente foi a escalação de artistas de fora do rap. A presença de Vitão na Poesia Acústica #7, por exemplo, gerou reação de quem não via o cantor como parte da cultura. Mais tarde, a estreia de Ana Castela na Poesia Acústica #16 reacendeu o mesmo debate, agora com o sertanejo entrando na conta. No fim, cada polêmica funcionou como combustível: rendeu discussão, cliques e ainda mais visualizações, e o projeto seguiu ampliando fronteiras.

As edições recentes: de 2022 a 2025

A partir da Poesia Acústica #12 “Pra Sempre” (2022), o projeto passou a apostar pesado em estreias muito pedidas pelo público, como Bin, Borges e Teto. A Poesia Acústica #13, gravada na Casa Pineapple, foi um marco pop ao reunir Oruam, Chefin, Tz da Coronel e Luísa Sonza numa única faixa, e virou uma das mais celebradas da fase recente. A Poesia Acústica #14, de 2023, escalou WIU, KayBlack e Gloria Groove, e ainda brincou com a bossa nova ao citar “Garota de Ipanema” na introdução.

As três edições mais recentes ganharam cobertura própria aqui na RAP MÍDIA. A Poesia Acústica 15 (24 de dezembro de 2023) juntou MC Poze, MC Hariel e Slipmami. A Poesia Acústica 16 (8 de agosto de 2024) fez história ao trazer a estreante Ana Castela, criando a primeira ponte oficial do projeto com o sertanejo. E a Poesia Acústica 17 (18 de julho de 2025) reuniu Duquesa, Sant, Luccas Carlos e MC Cabelinho, num processo relâmpago: gravada e lançada em menos de 24 horas.

Como o Poesia Acústica revela e impulsiona carreiras

Um dos maiores méritos da Pineapple é usar o alcance do projeto para abrir portas. Entrar no Poesia Acústica virou uma espécie de selo: para um artista em ascensão, dividir a faixa com nomes consagrados significa saltar de patamar da noite para o dia, alcançando um público que levaria anos para conquistar sozinho. Vários MCs tiveram sua primeira grande exposição nacional exatamente ali.

Esse papel de vitrine se completa com o “Perfil”, série irmã em que a casa apresenta talentos com um freestyle sobre um beat exclusivo. Juntos, os dois formatos criaram um caminho reconhecível dentro da cena: o artista aparece no “Perfil”, cai no gosto do público e, quando amadurece, é convocado para uma edição do Poesia. É um funil que ajudou a moldar boa parte da nova geração do rap nacional.

Mais lidas

Qual é o Poesia Acústica mais visto?

O recordista absoluto é a Poesia Acústica #6 “Era Uma Vez”, que se tornou a Poesia Acústica mais famosa, com mais de 900 milhões de visualizações no YouTube e mais de 220 milhões de reproduções no Spotify. A mistura de rap e funk com Cabelinho, Orochi, Filipe Ret e Xamã acertou em cheio e virou referência de formato para tudo o que veio depois. Atrás dela, a Poesia Acústica #2 “Sobre Nós” e a Poesia Acústica #3 “Capricorniana” também figuram entre as mais assistidas, cada uma com centenas de milhões de views.

Os números do Poesia Acústica no Spotify

Somando todas as edições, o projeto ultrapassa 1,4 bilhão de reproduções apenas no Spotify. Veja os números aproximados de cada faixa, que seguem crescendo dia após dia:

  • Poesia Acústica #1 Descompasso do Compasso: +45 milhões
  • Poesia Acústica #2 Sobre Nós: +140 milhões
  • Poesia Acústica #3 Capricorniana: +136 milhões
  • Poesia Acústica #4 Todo Mundo Odeia Acústico: +71 milhões
  • Poesia Acústica #5 Teu Popô (Remix): +47 milhões
  • Poesia Acústica #6 Era Uma Vez: +223 milhões
  • Poesia Acústica #7 Céu Azul: +113 milhões
  • Poesia Acústica #8 Amor e Samba: +67 milhões
  • Poesia Acústica #9 Melhor Forma: +163 milhões
  • Poesia Acústica #10 Recomeçar: +72 milhões
  • Poesia Acústica #11 Nada Mudou: +101 milhões
  • Poesia Acústica #12 Pra Sempre: +85 milhões
  • Poesia Acústica #13: +95 milhões
  • Poesia Acústica #14: +32 milhões
  • Poesia Acústica #15: +47 milhões
  • Poesia Acústica #16: +10 milhões

Quem mais participou do Poesia Acústica

Chris MC, um dos artistas que mais participou do Poesia Acústica
Chris MC é um dos recordistas de participações no projeto. Foto: Reprodução/Instagram

Os recordistas de participação são Chris MC e Xamã, cada um presente em cinco edições. Chris MC apareceu na Poesia Acústica #5, #7, #9, #11 e #13, quase sempre entregando um dos versos mais lembrados da faixa. Xamã, por sua vez, marcou presença na Poesia Acústica #6, #9, #11, #13 e #16, atravessando praticamente todas as fases do projeto e ajudando a dar identidade sonora à série.

Logo atrás vêm nomes como MC Cabelinho, Azzy, Filipe Ret, L7NNON e Orochi, que também colecionam múltiplas aparições e viraram sinônimo do Poesia. Essa recorrência não é acaso: o projeto constrói uma espécie de elenco fixo, no qual certos artistas voltam a cada fase porque entregam versos que o público espera e repete.

Quem é o Malak do Poesia Acústica?

Lucas Malak, sócio-fundador da Pineapple StormTV, conhecido pelo bordão Salve Malak
Lucas Malak, o “Salve Malak” que assina a produção do projeto. Foto: Reprodução/Instagram

Lucas Malak é sócio-fundador da Pineapple StormTV e o produtor musical por trás do projeto. Ele ficou conhecido pelo bordão “Salve Malak”, que aparece cravado nos versos de várias faixas e virou uma espécie de assinatura sonora do Poesia Acústica. Quando você ouve “Salve Malak” numa música, é sinal quase certo de que ali tem produção da casa.

Mais do que um bordão, a marca virou parte da identidade do projeto. Para o público, ouvir a assinatura no meio da faixa funciona como um selo de origem, do mesmo jeito que outras produtoras marcam suas batidas. É um detalhe pequeno que ajudou a construir o reconhecimento imediato do Poesia dentro e fora do rap.

O álbum que reúne todo o Poesia Acústica

Diante do tamanho do projeto, a Pineapple StormTV reuniu as edições num álbum-compilação nas plataformas digitais, celebrando a trajetória e concentrando num só lugar todos os sucessos da série. Mais do que uma coletânea, o disco funciona como uma linha do tempo do rap brasileiro na última década, das raízes ligadas às batalhas de rima até a chegada definitiva ao mainstream.

Reunir tudo em um só lançamento também tem um efeito prático: facilita a descoberta. Quem chega agora ao projeto consegue ouvir a evolução do formato em sequência, percebendo como o Poesia saiu de um experimento acústico despretensioso para se tornar um dos maiores fenômenos de streaming do país.

Curiosidades sobre o Poesia Acústica

  • A mais vista é de 2018: a Poesia Acústica #6 “Era Uma Vez” lidera em visualizações mesmo tendo sido lançada no fim de 2018, prova da força do encontro entre rap e funk.
  • Lançamento relâmpago: a Poesia Acústica #17 foi gravada e lançada em menos de 24 horas, mostrando como a casa aprendeu a transformar o hype em resultado imediato.
  • Ponte com o sertanejo: a estreia de Ana Castela na Poesia Acústica #16 marcou a primeira vez que o projeto abraçou oficialmente o gênero mais ouvido do Brasil.
  • Elenco recorrente: Chris MC e Xamã lideram em número de participações, com cinco edições cada.
  • Além da música: tudo começou em uma marca de roupa, a Pineapple Supply, antes de virar o maior canal de rap colaborativo do país.

Perguntas frequentes sobre o Poesia Acústica

Quantas edições do Poesia Acústica existem?

O projeto tem 17 edições numeradas, lançadas entre 2017 e 2025, além de desdobramentos como o Perfil, o Poetas no Topo e o Poesia de Boteco. A cada nova edição, esta página é atualizada.

Qual foi o primeiro Poesia Acústica?

O primeiro foi o “Poesia Acústica #1 – Descompasso do Compasso”, lançado em 27 de maio de 2017, com Choice, Juyè e Jean Tassy. A faixa já passa das 42 milhões de visualizações no YouTube.

Qual é o Poesia Acústica mais visto?

É a Poesia Acústica #6 “Era Uma Vez”, com mais de 900 milhões de visualizações no YouTube. A edição, que juntou rap e funk com MC Cabelinho, Orochi, Filipe Ret e Xamã, é a mais famosa de todo o projeto.

Quem mais participou do Poesia Acústica?

Chris MC e Xamã são os recordistas, com cinco participações cada. Ambos atravessaram diferentes fases do projeto e assinaram alguns dos versos mais marcantes da série.

Qual é o Poesia Acústica mais recente?

O mais recente é a Poesia Acústica 17, lançada em 18 de julho de 2025, com Duquesa, Sant, Luccas Carlos, Lukinhas, Alee, MC Cabelinho e Tz da Coronel.

Quem criou o Poesia Acústica?

O projeto é da Pineapple StormTV, ligada à marca Pineapple Supply, criada em 2015 por Paulo Alvarez. A produção musical é assinada por Lucas Malak, o famoso “Salve Malak”.

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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